quinta-feira, 9 de julho de 2009

Tudo Bem

Tudo bem. O revés não trará alguém.
de solidões vivo em frio acalanto
Procuro quem? Se até de horizonte vivo sem
A noite castiga sem o calor do teu manto

Chorar. Em soluços exclamar seu nome
Baixinho. Pra mascarar a tristeza
Por fora sou parede em forte homem
Por dentro sou criança de ruída fortaleza

Mas vale seguir. Adiante tudo pode melhorar
Vejo repetir o passado em cada passo dado
Regredir. Meus sonhos foram jogados ao mar
e uma maré de turva calma os levou pra outro lado

Vazio. Sem você, sinto o peito apertado
que se consome afogado nas próprias lágrimas
Dilacerado, jogado só, abandonado
silêncio insuportável em meio à tantas lástimas

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