sexta-feira, 10 de julho de 2009

Almografia

Eu gostaria de na simplicidade achar versos perfeitos
e em melodias mudas ouvir o som da perfeição
Rasgar o céu com flâmulas de ar no peito
e num vôo absoluto ouvir o som do meu coração

Eu sei que tudo é turvo, por isso quero a transparência
Quero almejar sonhos que jamais foram sonhados.
e com toda minha liberdade ter-me o máximo de exigência
Quero descobrir no novo a conexão com o meu passado

Sei que não conheço o amor, mas morro de tanto amar
e no azul dos meus olhos, mostro toda incandescência
Na sinceridade às vezes minto, tentando alcançar,
alheio aos meus pecados, o sumo da minha inocência

Eu cerco os meus amigos com o máximo de proteção
Protejo todos eles como se meu coração fosse blindado
Tomo nota de esperanças que talvez sejam em vão
os deixo alheios a tristeza pra que não saiam do meu lado

Em meus erros, meus acertos; pra que continue a errar
A felicidade também é um fardo trabalhoso de lidar
A experiência não existiria se um dia ela acabasse
e assim como meu amor, tão sincero, ela renasce

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Tudo Bem

Tudo bem. O revés não trará alguém.
de solidões vivo em frio acalanto
Procuro quem? Se até de horizonte vivo sem
A noite castiga sem o calor do teu manto

Chorar. Em soluços exclamar seu nome
Baixinho. Pra mascarar a tristeza
Por fora sou parede em forte homem
Por dentro sou criança de ruída fortaleza

Mas vale seguir. Adiante tudo pode melhorar
Vejo repetir o passado em cada passo dado
Regredir. Meus sonhos foram jogados ao mar
e uma maré de turva calma os levou pra outro lado

Vazio. Sem você, sinto o peito apertado
que se consome afogado nas próprias lágrimas
Dilacerado, jogado só, abandonado
silêncio insuportável em meio à tantas lástimas